Sensações ou sentimentos?
Posted on quinta-feira, 26 de maio de 2011 at 04:48
Minhas dúvidas são:
1) Por quem?
2) Pelo que?
3) Por quê?
Eu não me importo em insistir nas tentativas de descrever sensações. Masoquismo? Talvez. Minha única certeza é o erro.
Eu poderia dizer que há, sim, uma disputa entre os prós e contras - e concluir que, com isso, já sei a causa das tais confusões, recaídas...
(As pessoas dizem que sentem. Mas como? Como elas sabem? Não pode haver outros tipos de sentimentos fora os que elas já conhecem? Não pode ser uma sensação? Uma causa?).
Há um estereótipo de ego modificado: o meu problema sou eu. O seu problema sou eu. Você chora porque eu quis que fosse assim.
Contradição.
É autodestrutivo pensar dessa forma.
Está tudo inverso.
Você é você.
E o meu problema não sou eu.
Mas quem é o meu problema, afinal?
‘‘Eu acabaria moralmente com quem fizesse algo de mal pra você. E... Se eu soubesse que esse quem sou eu... Uma guerra interior provavelmente se iniciaria’’. (...) Alguém que eu não sei.
E se eu disser que essa falta me machuca? Alguém apareceria pra acabar com a mesma?
Essas sensações...
Esses sentimentos...
Eles só existem até que alguém não o faça mais.
Mas e quando as pessoas dizem que encontram felicidade na própria solidão?
Elas estão mentindo pra mim?
(...) Pra si mesmos?
Eu quero ser um deles.
Acrescentando:
4) O que é isso?
Se não sou eu, ficamos entre:
Um coração vazio ou trancado?
Tudo bem... Eu nunca soube interpretar...
Necessidade.
Posted on sexta-feira, 4 de março de 2011 at 15:33
Por que as pessoas precisam ir? Por que, por mais que você implore pela promessa, elas nos deixam? Desperdice um cigarro ou dois, não importa, não vai achar a resposta. Em um momento elas vão estar do seu lado e depois tudo vai se desfazer em algumas gotas de chuva. Não, não são apenas algumas gotas, uma tempestade irá rugir sobre você e não há nada que possa fazer.
Ir.
Posted on at 15:30
Interessante seria se fosse como a chuva,
Que cai sem se importar com o que vão pensar aqui embaixo.
Interessante seria se apenas fosse, mesmo sem saber o que, por que.
Já passam das dezoito e eu tenho que correr se ainda quiser pegar o trem.
A verdade é que nem sei pra onde vou.
Apenas quero ir.
Deixar que me levem.
E me deixar levar.
Todas.
Posted on quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 at 10:40
Todas não são confiáveis. Essa é a verdade sobre pessoas. Vão te decepcionar de alguma forma, e mesmo quando você não espera alguma coisa, o máximo que elas podem te dar é coisa nenhuma. Geralmente a gente ama alguém o suficiente pra acreditar que aquela pessoa vai estar sempre ali quando as coisas apertarem. Besteira! Quando todo esse conto de fadas acaba, você vê que incrivelmente ela ainda consegue ser pior que você. Amor incondicional, amor eterno, amor maior? Besteira! As pessoas só amam de verdade quando estão prestes a morrer. E aí elas vêm com aquele papo do quanto você é importante pra elas e se desculpam por tudo o que fizeram. Besteira! Elas só estão tentando fazer você se sentir culpada pelo resto da vida porque disse que as odiava. Nunca acredite nas pessoas. Elas só dizem o que é conveniente e fácil de continuar dizendo. Essa coisa de “desculpe e vamos nos casar e morar na praia”? Besteira! Não se apegue às pessoas. Quando elas dizem que estão aqui pro que der e vier, elas estão na verdade dizendo que vão viajar por um bom tempo e não vão te ligar. Isso de dizer “eu confio em você”? Besteira! É só uma maneira de te obrigarem a dizer que também confia nelas. Lembre-se de grifar com caneta verde fluorescente que as pessoas são desprezíveis. Que nós somos desprezíveis. Mas que desprezível por desprezível, é preferível contar com o nosso bom e egocêntrico Eu.
Espetáculo.
Posted on at 10:33
Na maioria do tempo, eu finjo que sou quem gostaria de ser.
Na maioria do tempo, eu sou quem eu gostaria se ser.
Na maioria do tempo, é exatamente o contrário.
Mas eu posso ser quem eu quiser.
Eu posso acordar de manhã cedo todos os dias e escolher que personalidade quero ter.
Eu posso escolher a máscara que quero usar.
Eu posso lembrar que tenho que esquecer, e pensar que não preciso pensar em mais nada.
Eu posso sorrir mesmo querendo chorar, e posso chorar de tanta felicidade.
Eu posso fazer o que quiser, e depois jurar que não sei de nada.
Eu posso dizer que te amo, e odiar saber que te convenci.
Eu posso esquecer a minha fala e posso sair de cena no meio da peça.
Eu posso tudo no meu espetáculo.
O problema é que eu odeio atuar...
Por favor!
Posted on quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 at 17:13
Me leve para sair. Entenda sempre que odeio rotina. Inove. Fale de céu, nuvens e de amor. Capte os meus olhares. Entenda o significado de cada um dos meus mil sorrisos. Ache linda a minha voz infantil e não queira que eu me livre dela. Livre, deixe-me livre sempre, mas mantenha-se por perto. Eu sei que são muitos pedidos, e alerto que ainda existem mil outras coisas a te dizer. Mas garanto que a troca vai ser bonita. Sem querer abusar, mas já abusando: faça-me o favor de existir?
(...) ''E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito.'''
Posted on at 08:43
Estou em desespero. Já sinto e prevejo a sensação mais confusa invadindo todas as partes do meu corpo, despertando sentimentos que precisarão ser descobertos com o tempo. Situações que me amedrontam deram início a um colapso com efeitos apenas internos. Movimentações em cada centímetro do que me compõe mesmo involuntariamente; e nem sequer uma única idéia de todo esse poder. Já não estranho mais o fato de acordar e dormir pensando em você; noites de insônias prevendo meu futuro. (...) E tudo o que me passa pela cabeça é a talvez-sorte em encontrar-te lá. Transbordo-me em lágrimas e angústia ao pensar-te longe; conforto-me ao saber que nem sequer demos início ao que pode haver – e como quero tudo isso. Aceleramento cardíaco quando te vejo sorrir, mesmo que através de fotos; o contrário quando sei que não sou eu quem provoca isso... E não pode ser?
Apesar de todas essas barreiras, estou disposta a me acostumar ao seu agrado. Apenas o seu, que é meu também. Quero abraçar todas as oportunidades de tua pele à minha, de alteração e exagero em relação a tudo o que me faz sua.
Quero te amar de pertinho, e tão só... Por que eu não sei se quer isso também? Não posso saber? E não pode ser?
Enquanto eu respirar, vou me lembrar de você.
Quero... Quero muito. Basta.
Rome, Rome... Many tears have fallen here.